"Não nos entenderemos nunca"
Disse a tarde de Outono ao amarelo de folha em pleno vôo.
"Suas palavras são punhais de prata"
Disse a onda à proa do navio
"Tudo o que me diz me faz maior, pois mais triste me faz"
Disse o eterno ao instante, entre uma tragada e outra.
"Por favor, não me aperte assim a garganta",
Sussurou o grito atravessando meio à sinfonia.
Enquanto isso, nascia a Lua.
E depois dela o dia e os escombros
E desses versos, a matéria indizivel do tempo e seus contrários.
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