Se contorce. Recria as linhas do corpo na dança das dores.
Deitada à esquerda, a velha senhora dorme. Sonha a alegria do Ora-pro-Nobis sob a chuva rala e a solidão dos pratos sujos sobre a mesa que ninguém se lembrou de retirar.
Jalecos indiferentes surgem e logo desaparecem, alterando ao acaso a simetria da pintura.
Entre a dança e o sonho, o tempo me encara, propondo uma outra vez os seus enigmas.
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