quarta-feira, 29 de junho de 2022

Olhos de verde impreciso

 Não te peço nada.

Também há delicadeza no amor

que não se consumou na madrugada.

Alfinetes espetando as núvens,

Nuvens que nunca serão corpo,

Corpo que, num tremor de frio, 

febre,

desejo,

Se percebe vivo outra vez.


Não te peço nada,

Só sua presença impressionista

de esverdeado impreciso.

E esse silêncio,

meio medo e mistério,

sem nenhuma explicação.

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