Não te peço nada.
Também há delicadeza no amor
que não se consumou na madrugada.
Alfinetes espetando as núvens,
Nuvens que nunca serão corpo,
Corpo que, num tremor de frio,
febre,
desejo,
Se percebe vivo outra vez.
Não te peço nada,
Só sua presença impressionista
de esverdeado impreciso.
E esse silêncio,
meio medo e mistério,
sem nenhuma explicação.
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